Velejando pelo Estreito de Magalhães

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Me juntei à tripulação do veleiro Floripa para a última perna da volta à América do Sul, pelos canais chilenos e Estreito de Magalhães. Voei para Valparaíso, no Chile dia 07 de fevereiro de 2008.

Veleiro Floripa America do Sul (17)

Apesar dos meus “esforços” em ficar em casa aceitei este convite irrecusável para velejar um dos trechos mais desejados e inóspitos no mundo da vela! O Estreito de Magalhães é a passagem natural entre o oceano Atlântico e Pacífico, na Patagônia Chilena e Argentina.

canais chilenos montanha nevadaPor lá existem formações de Fiordes, grandes paredões escarpados de rocha que se estendem em forma de lâmina para mais de 80 m de profundidade, impossibilitando soltar âncora. A técnica se resume a desembarcar com cabos e amarrar nas árvores próximas.arvores retorcidas estreito de magalhaes

Além disso existem ainda ventos fortíssimos que são muito perigosos, os chamados Willy Walls pela marinha britânica. São ventos que percorrem os estreitos canais chilenos, formados pela grande diferença de altitude entre as montanhas nevadas próximas da costa e o nível do mar.picos nevados estreito de magalhaesO vento normalmente sopra a 25 nós ou 46 km/h. Este fenômeno Willy Wall se forma de repente e o vento vai para 40 nós ou 74 km/h, provocando uma situação perigosa para um barco à vela. Não dá tempo para rizar, ou diminuir pano, muito menos trocar velas.veleiro floripa extremo america do sulVeleiro Floripa, um Delta 36, todo projetado especialmente para o feito: mastro e retranca são maiores, o que aumenta a área velica do barco.
O mesmo veleiro Floripa que encontrei ano passado em Recife, enquanto era tripulante do veleiro Gaia. Ficamos amadrinhados, isto é, dois veleiros atracados pelo bordo um do outro, normalmente em marinas ou trapiches.

veleiro floripa e veleiro gaia amadrinhadosOs três aventureiros: comandante Stephen, Robson, mais conhecido como Ló e eu, Giovani Frisene. Os dois já estão bastante experientes depois de velejar juntos por quase cinco meses.

vina del mar tripulantes giovani frisene

Velejando de Valparaíso até Puerto Mont, Chile.

Zarpamos de Valparaíso motorando por dez horas em direção Algarrobo, local de muitos pelicanos.

Chegamos em Valdívia, lugar maravilhoso para um velejador dando a volta ao mundo passar uma temporada.
Fomos ao centro abastecer os galões de diesel e depois tirar o zarpe na capitania dos portos.
A marinha chilena é muito cuidadosa e exige o zarpe, um documento como um passaporte, que registra a entrada e o planejamento de saída, assim como previsão de chegada no próximo porto.
Ademais temos que transmitir nossa posição por rádio duas vezes por dia, 8h e 20h. A marinha chilena vai monitorando de perto os barcos em suas águas.

marinha-chilena-monitorando-veleiro-floripa

mapa-marinha-chilena-faro-felix-estreito-de-magalhaes

navio encalhado canais chilenosTerminados os trâmites burocráticos seguimos para o restaurante Parilla e comemos o curanto, uma espécie de rodízio com oito tipos diferentes de carnes: mariscos gigantes, um tipo de ostra meio chiclete, costelinha de porco, bisteca, frango com molho e linguiças.

Seguindo para o sul tem o Golfo de Ancud na Ilha Chiloé, que é onde propriamente se considera o início dos canais chilenos.
Na região do golfo deve-se ter o cuidado de entrar na maré cheia, caso contrário o veleiro tem dificuldade de vencer a forte correnteza que se forma.
Logo após a passagem pelo Golfo de Ancud atracamos num local de criação de salmão e almoçamos na casa de uma família que recebia os velejadores que passavam.
Saímos com vento e corrente a favor e fizemos uma velejada tranquila até Puerto Mont.

estreito-de-magalhaes

Em Puerto Mont comemos curanto novamente, abastecemos o barco de mantimentos e diesel, trocamos óleo e filtro do motor.
Aguardamos alguns dias atracados pois havia risco de ciclone. Tivemos sorte de testemunhar o eclipse total da lua nestas paragens.

Velejando pelos canais Chilenos.

Depois de alguns dias de total descanso começamos a velejar finalmente pelos canais chilenos, com a Ilha de Chiloé á nossa direita e o continente com suas enormes montanhas a esquerda.
Duas e trinta da manhã o Stephen localizou um baixio bem no meio do canal e decidimos parar para descansar.giovani frisene veleiro floripa estreito de magalhaes

Paramos em Melinka, porém o Stephen teve que voltar com um barco pesqueiro para Quellón para sacar dinheiro pois aqui não tem nada.
Estamos amadrinhados em barcos salmoneras, durante a noite o trânsito de pessoas pelo convés do barco não nos deixa dormir.
Nesses dois dias aguardando o Stephen fomos basicamente turistas sem muito o que fazer numa ilha sem muita estrutura nem lugares para conhecer. Assistimos alguns filmes a bordo no notebook e bebemos vinho local.

Assim que o Stephen chegou nós zarpamos. Logo nas primeiras horas tivemos um incidente, eu fui caçar o enrolador da genoa e quebrou o foil, foi um estouro bem grande.
Anoiteceu e fomos buscar abrigo nas diversas callas. As callas são abrigos naturais, canais sinuosos e estreitos que saem do canal principal e vão para alguma comunidade ou ancoradouro para os navegantes.

Ficamos meio perdidos tentando encontrar a Marina Jechica em meio ao labirinto de callas.
Entramos num beco sem saída, quase batemos o barco. Eu estava na proa com uma lanterna e, apesar da margem de bombordo estar bem longe, havia muitas pedras baixas já bem próximas. Quando finalmente chegamos, o molhe estava quebrado devido ao temporal de semanas antes.

Na manhã seguinte quando deixamos a calla e adentramos o canal principal tivemos uma amostra do tal vento Willy Wall. Assim como descrito na literatura o fenômeno apareceu de repente com ventos de 40 nós e arrancou nosso bote que estava mal amarrado na popa, o bote ficou preso pelo cabo e o puxamos novamente para dentro.

O barco tem um sistema de som que vai para o cock pit, o que deixa a viagem mais agradável. Foi alucinante ouvir The Dark Side of The Moon, singrando pelas águas geladas do Oceano Pacífico, num céu cheio de estrelas cadentes, a Lua crescente se pondo no mar num alaranjado fora deste mundo.stephen e ló veleiro floripa

Velejamos muito bem e tranquilo por lugares famosos por tempestades e mal tempo, como Golfo Corcovado e Golfo de Peñas.
Ficamos mal acostumados com a boa sorte e um pouco relaxados demais. Apenas a imagem dos navios naufragados pelos canais chilenos nos davam o recado para seguirmos atentos.

Os canais estão ficando cada vez mais estreitos e as paradas com menos estrutura. Sem mercado não temos condições de abastecer nosso estoque já restrito de mantimentos.

No Porto de Éden apenas desembarcamos para almoçar e zarpamos em seguida.
Estamos parados no meio de uma baía saindo do canal principal, torcendo para que a âncora não garre (não solte). Jantamos e tomamos um delicioso vinho nacional, “Castillo de Molina” com 14,5% vol!

A noite nesta ancoragem foi terrível. Rezamos para acabar logo, e bem. Por duas vezes tivemos que os três subir para o convés refazer a ancoragem: a âncora garrou com os vinte e cinco nós de vento.
O barulho da corrente raspando não nos deixava dormir.
Ainda tinha o alarme do GPS que indicava que o barco tinha saído de posição, era algo que nos preocupava e roubava o sono.

Zarpamos na manhã seguinte logo cedo com ventos de 25 nós de popa, no meio da tarde começou a chuva e o Stephen assumiu o leme desde então. Paramos cinco milhas ao sul da Caleta Parroque, um lugar fantástico de muitas cachoeiras.
Comemos feijoada com salsinhas e dormimos muito bem nesta noite.

giovani frisene estreito de magalhaes mal tempo

Começamos a fazer racionamento de comida, não teremos mais nenhuma parada com estrutura até Punta Arenas, já bem adiante do Estreito de Magalhães.
Ficamos ancorados na Calleta Columbina e o Stephen cozinhou um macarrão Barilla com creme branco e champions e peixe chileno em lata.

jantar veleiro floripa

Dormi até mais tarde enquanto os dois começaram os turnos às cinco da manhã.
Particularmente hoje foi um dia surpreendente. 09 de abril de 2008, domingo.
Tivemos as piores condições de mar e ventos muito fortes.
Pela manhã a velejada foi muito agradável, nem estava tão frio e havia apenas um pouco de chuvisco.
Meu turno foi bem movimentado, fizemos várias cambadas com o tormentim (vela de proa para tempestade), parecia slalon.

naufrágio Santa Leonor estreito de magalhaesPassamos pelo naufrágio do gigante Santa Leonor no Paso Shoal. Não é uma visão nada agradável e nos deixa bem atentos para nossa própria segurança.
O vento começou apertar, era orça folgada, a velejada estava boa.
A previsão do Farol Fairaway era de ondas de dois metros e ventos de vinte e cinco nós com rajadas de trinta a trinta e cinco nós.
Resolvemos então seguir mais dezessete milhas em direção ao Faro Felix, onde o guia do Almirante Alberto Mantellero dizia que era abrigado de todos os ventos.

Não foi uma decisão muito prudente…os ventos estavam batendo os quarenta e dois nós, o barco deitando e as ondas cobrindo o convés. Toda a mastreação estava sendo muito exigida.
A situação estava se complicando, o vento não diminuía, a visibilidade era restrita, a chuva era pouca mas com ventos de 80km/h tornava-se muito forte.

Veleiro Floripa America do Sul (188) O Ló dentro do barco ria e vomitava no balde, em frente ao charter ploter, dizendo que estávamos em cima das pedras.
O Stephen estava no leme, completamente adernado e sem visão.
Eu estava em pé do lado de barlavento, agarrado aos brandais com meus óculos de natação para conseguir visualizar a entrada do canal no Faro Félix. Estávamos os dois com cinto de segurança.

Havia duas pedras logo na entrada do canal e tínhamos que passar pelo meio. Foi muito tenso este momento e era só o começo.
Mais duas pedras submersas com muitas algas.

Adentramos o canal, o vento e a corrente eram contra, o motor não dava conta de empurrar o barco até o molhe, pela baía do farol. Depois de duas tentativas frustradas baixamos âncora.

Recebemos um aviso pelo rádio que não poderíamos entrar no molhe. Depois de dez minutos veio ao nosso encontro um barco de mergulho para nos rebocar. Jogamos um cabo e os barcos ficaram se batendo, fomos conduzidos por entre as pedras no lugar menos provável. Não conseguimos seguir mesmo rebocados. O barco largou o cabo que nos prendia e ficamos sozinho de novo.veleiro floripa amadrinhado faro felix estreito de magalhaes

Mais três tentativas e amadrinhamos, daí seguimos até a segurança do molhe.
O susto foi grande e ficou a lição: sermos mais prudentes e menos aventureiros.

Comemos uma feijoada merecida, assistimos “Next”, de novo, e dormimos pesadamente. De noite por incrível que pareça o vento aumentou ainda mais para quase força de furacão na escala Beaufort.

Veleiro Floripa America do Sul (122)

faro-felix-estreito-de-magalhaes

 

abastecendo estreito de magalhaes faro felix

Enfim dentro do Estreito de Magalhães.

No dia seguinte descansamos e abastecemos o barco. A baia do farol é de uma beleza incrível, cercada por montanhas e pontilhada por pequenas ilhas e baixios. Agora abrigava o veleiro Floripa amadrinhado com seu salvador, um barco azul de mergulhadores, pescadores de salmão.

Com previsões de bom tempo deixamos a segurança desta baia e partimos rumo ao estreito de Magalhães, depois de deixar para trás a Caleta Meteoro.estreito de magalhaes veleiro floripa

estreito de magalhaes arco iris

Seguimos navegando entre sete e oito nós com vento e corrente de popa. Alguns buracos azuis no céu deixam passar os tão esperados raios solares, aquecendo um pouco o vento gelado.

Navegar pelo estreito de Magalhães é emocionante, o sonho de dez entre dez velejadores. Pela nossa esquerda todo o continente americano e pela direita a Terra do Fogo, fim do mundo. Em pensar que há quase quinhentos anos Fernão de Magalhães passava por aqui com sua esquadra, sem o auxílio de mapas e com índios patagônicos por todos os lados.

O Stephen cozinhou macarrão com atum, sardinha e ervilhas, temperado com pimenta Aji do Chile. O racionamento de comida vai terminar enfim em Punta Arenas.

O vento aumentou para trinta nós, estamos surfando as ondas a dez nós! O planejamento era parar na Caleta Tilly mas como eram apenas 17:30 resolvemos seguir adiante.
As rajadas foram para quarenta nós dificultando nossa entrada na Caleta Três Passos, para baixar o tormentim foi sufoco, o Robson aproou o barco, o Stephen soltou a adriça e eu cacei rapidamente a contra adriça. Havia uns três garrunchos presos na contra adriça, safei os dois debaixo, a vela trancou um pouco antes de descer completamente mas terminou tudo bem.

barcos de mergulho pesca salmão estreito de magalhaes

Dentro da caleta estamos amadrinhados com mais três barcos de pescadores. Estamos literalmente perto do fim do mundo. 53º44.452´S/72º07.133´W

Partimos ainda escuro, antes do amanhecer, rumo Punta Arenas.
Passamos pelo extremo das Américas, o cabo Froward, onde foi erguida uma cruz, na verdade já está na terceira, as outras duas foram varridas pela força do vento.cabo Froward extremo sul da america

Nestas semanas pelos canais chilenos e estreito de Magalhães tivemos a presença da fauna local, muitas focas, lobos marinhos, golfinhos de monte, quase atropelamos uma baleia cachalote, albatrozes, pelicanos,patos e tudo o mais que vive neste frio.
Chegamos finalmente em Punta Arenas com duas sopas de saquinho e um macarrão instantâneo…

extremo-america-do-sul-estreito-de-magalhaes

vinho chileno postales del fin del mundo

Nosso estai de proa se quebrou (cabo de aço da frente que sustenta o mastro), ficamos sem Genoa (vela da frente).
Sorte que tínhamos colocado um outro cabo de aço para a vela de tempestade senão corríamos o risco de quebrar o mastro.

giovani frisene stephen e lo

Em Punta Arenas foi um deleite: passeios pela cidade, restaurantes, bares, cafés e internet e uma compra de mercado exagerada que duraria mais trinta dias de viagem. Esperamos estar em casa muito antes disso.

A diferença de maré é altíssima por aqui e numa manhã acordei com o barco pendurado no trapiche, adernadíssimo. Os cabos estavam todos muito mordidos e foi difícil para soltar.

Interior do veleiro Delta 36.
interior veleiro floripa stephen e lo

interior veleiro floripa mesa navegacao

interior veleiro floripa cozinha

interior veleiro floripa sala

interior barco proa veleiro floripa

interior veleiro floripa wc

Tiramos o zarpe de saída do Chile e a alfândega veio a bordo para a última inspeção.

Dia 16 de março de 2008 partimos finalmente para as duas Angosturas, passagens naturais no final do Estreito de Magalhães antes de alcançar o oceano Atlântico.
Meu turno terminou três da manhã, a situação estava muito ruim e tivemos que nos abrigar das fortes correntes e ventos de 35 nós. Esses são os panteoneros, ventos predominantes de oeste e sudoeste.angostura estreito de magalhaes giovani frisene

Ficamos o dia todo abrigados na Ponta Catalina, nome sugestivo que nos remete à casa, na divisa entre Chile e Argentina. Os ventos aumentaram ainda mais e tivemos muitas visitas de golfinhos austrais com o dorso branco.
Jogamos canastra, comemos pizza e bebemos vinho.barometro veleiro floripa

O barômetro subiu bastante nas últimas doze horas e o vento baixou também.

Velejando pelo Atlântico Sul!

Partimos logo cedo, navegamos apenas quinze milhas e já adentramos o tão aguardado oceano Atlântico, que maravilha, nosso rumo agora é sempre norte, as latitudes só vão diminuindo e as temperaturas aumentando.

angosturas-estreito-de-magalhaes

O Atlântico sul tem se mostrado incrivelmente bravio e nada amigável. As ondas são de cinco metros com ventos fortes, a corrente acompanha de sul, então surfamos as ondas.
Tivemos um episódio digno de cena de cinema. Enquanto o Ló assumia o leme, o Stephen e eu colocamos os cintos de segurança e fomos trocar a vela de proa pelo tormentim.

Parecia montanha russa, ficamos agarrados no mastro olhando as ondas vindo de popa, na altura do bimini do barco, encobrindo a cabeça do Ló. Na sequencia o barco descia a onda e enfiava a proa dentro d´água, apavorante!

porto deseado argentina veleiro floripa

A situação ficou assim durante dois dias seguidos. Quando achamos que iríamos ter um descanso, recebemos um sinal via rádio dizendo que o Porto Deseado estava fechado devido aos ventos de 25 nós na região! Ancoramos perto do Farol Pinguin, almoçamos e seguimos finalmente para o abrigo do porto, onde ficamos amadrinhados com um navio.

Veleiro Floripa America do Sul (171)

A maré varia uns quatro metros e para desembarcar era uma verdadeira escalada pelo contado do navio.
Estando na Argentina jantamos uma verdadeira parillada ou churrasco.Veleiro Floripa America do Sul (166)

ilha dos pinguins argentina

giovani frisene ilha dos pinguins argentina

Visitamos a Ilha dos Pinguins, local onde essas aves se concentram para se procriarem.

Partimos para Puerto Madrin passamos apenas dez horas e seguimos para Mar del Plata, onde ficamos num hotel e a tripulação renovou o visual, cortando cabelo e fazendo a barba.giovani frisene stephen e lo mar del plataA saudade de casa era grande somado à proximidade do Brasil nos fazia ficar pouco tempo nos lugares.
Seguimos para Punta del Leste no Uruguay, nossa última parada antes de entrarmos no Brasil.

Finalmente entramos em águas brasileiras e nossa primeira parada foi o Rio Grande. A polícia federal ficou desconfiada e tivemos uma entrevista demorada.
Tivemos uma situação inusitada para três brasileiros natos. Nós tínhamos zarpe de saída de Rio Grade! Isto é, tínhamos data para sair. Burocracia.entrada para laguna sc

entrada do canal de laguna scTivemos que nos abrigar em Laguna depois de um Aviso Geral da Marinha, mal tempo na região. Pertinho de casa e os ventos pareciam não querer que chegássemos. Tudo bem, depois de tanta confusão seguimos á risca as recomendações.
Em Laguna foi um espetáculo a parte os pescadores e os botos, muito interessante esta interação.pescadores de laguna sc

Veleiro Floripa America do Sul (199)

Partimos para nossa última perna até Florianópolis, foram oito horas desde Laguna, demos carona para um amigo do Ló, que passou mal com o balanço enquanto comíamos salgadinhos.

giovani frisene vela balao chegada florianopolis A chegada foi sensacional, com vento em popa, tivemos a oportunidade de subir o balão, vela grande e delicada para ventos moderados de popa.

Veleiro Floripa atracado no Iate Clube Veleiros da Ilha

Em Floripa tivemos a recepção de grandes amigos, numa cervejada merecida.

stephan sala navegacao

Agradecimentos ao nosso querido comandante Stephen, homem realizador, estrategista, de calma infinita, que provou ser possível fazer uma volta na América do Sul no sentido anti-horário.

Robson

Agradecimentos ao Robson por passar uma parte de toda sua grande experiência e por contar grandes estórias mirabolantes durante a viagem.

Veleiro Floripa America do Sul

Por fim agradecimentos ao nosso grande Mentor, que nos iluminou em silêncio de lá de cima.

Hoje dia 16 de abril de 2008 foi o primeiro dia em terra, choveu incessantemente aqui na ilha, como se o céu estivesse chorando a saudades que faz a falta do Floripa singrando os mares. Mas como já disse a tripulação, nossa próxima atracação será com 100 nós. O Stephen na casa dele, o Robson na sua e eu na minha. Sem nós…
Que Deus nos ilumine,

 

 

 

 

2 Responses

  1. Luiz fernando Ilha bela

    Parabéns pelo feito, tenho uma duvida quando vc diz que o barco foi contrido para essa viagem , você fez alguma alteração estrutural?

    • Tudo bom Luiz, o barco era do Stephen, entrei na viagem apenas para fazer o trecho dos Canais Chilenos e Estreito de Magalhaes. O barco teve a retranca aumentada e acho que o mastro também se não me engano.

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